O CAJU é um coletivo de analistas especializado em adolescência e juventude, que desde 2016 se dedica à reflexão, estudo, supervisão e práticas da clínica ampliada. Nessa clínica, o foco não está na patologia, nem na doença, mas sim no cuidado e no acolhimento da singularidade e do sofrimento de cada sujeito.
Trabalhamos com a escuta e o cuidado clínico-ético-político, a partir de uma perspectiva psicanalítica comprometida com as questões da contemporaneidade. Entendemos que todo sofrimento tem uma dimensão social, histórica e cultural.
A adolescência não se define apenas pela faixa etária, mas por um tipo de inquietação que marca a transição entre a infância e a vida adulta. Trata-se de uma travessia: da infância para um devir ainda por se construir. Nesse processo, impõe-se o trabalho de elaboração do luto pela infância perdida, pelo corpo infantil e pela imagem idealizada dos pais. É um tempo de intenso trabalho psíquico, que envolve a construção de outras identificações, a descoberta de uma nova sexualidade e a experimentação de possibilidades de ser e estar no mundo.
Esse momento de crise e conflitos, é também de muita potência e possibilidades de invenção de si. Por isso, não mobiliza só quem está passando por ele, mas também provoca quem está à sua volta. O trabalho psicanalítico com quem atravessa esse tempo de descobertas e turbulências é algo vivo, marcado pelo afeto e em permanente interlocução com a família, a escola, a cidade e a cultura.



